24/01/2008
A Promotora de Justiça Luciane Feiten Wingert, aluna do pós-graduação em Direito Constitucional, apresentou sua monografia no dia 18 de dezembro sobre o tema “O Tribunal do Júri e a Ausência da Fundamentação no Estado Democrático de Direito.” A monografia foi orientada pelo professor Tupinambá Pinto de Azevedo e a banca foi composta pelos professores Afonso Armando Konzen e Fernando Gerson.
Luciane escolheu trabalhar com esse tema, pois é um assunto que abrange diversas questões do ser humano e do direito. “Trabalho muito com Júri na cidade de Viamão e o trabalho contribuiu para o meu exercício profissional".
Luciane abordou a sistemática do Júri no Brasil, com uma breve análise comparativa com alguns outros países, dando ênfase ? exigência constitucional do sigilo das votações dos jurados. Também enfocou a repercussão frente ao mandamento constitucional que determina que todas as decisões judiciais sejam fundamentadas sob pena de nulidade.
Ela acredita que é necessário o aprofundamento dos estudos sobre o tema. Após a leitura da bibliografia e a reflexão sobre a sua prática de Júri, entendeu que as decisões do Conselho de Sentença violam o Estado Democrático de Direito, na medida em que não há fundamentação. “A constatação a que cheguei necessita maiores reflexões, já que o Tribunal do Júri é considerado uma garantia constitucional da sociedade, por isso não poderia haver inconstitucionalidade”.
Luciane afirma que estudar e pesquisar são atividades difíceis, mas ao mesmo tempo, gratificantes. “Quanto mais me dediquei ao tema, mais percebi a necessidade de aprofundar o assunto. Por isso, digo que a principal mensagem foi a de que é necessário continuar os estudos”.