Arquivo do autor

60 novos juízes e 43% deles estudaram na FMP Postado em 17 de dezembro de 2010, por Luiza Piffero. Seja o primeiro a comentar

O judiciário gaúcho ganhou, nos últimos meses, 60 novos Juízes de Direito Substitutos. Nada menos do que 43% dos aprovados no concurso estudaram na FMP. Eles superaram os quase seis mil inscritos em um processo de seleção que durou mais de um ano. Tiago Tweedie Luiz, 31 anos, ex-aluno da FMP que se classificou em 6º lugar, já está atuando como juiz na cidade de Agudo. “Eu fiz alguns cursos de atualização na FMP e, mais recentemente, intensivos preparatórios que me ajudaram muito, foi excelente”, conta ele.

Devido a grande necessidade de juízes no estado, todos os 60 candidatos considerados aptos foram imediatamente empossados. “Foram seis anos sem concursos para a magistratura, período no qual foram instalados vários foros e no qual a demanda de ações sofreu um aumento vertiginoso”, explica Tiago, que inclusive ouviu algumas conversas sobre um próximo concurso.

Hoje, como Juiz de Direito Substituto em Agudo, Tiago se diz plenamente satisfeito com a escolha da carreira: “Eu sempre tive o sonho de ser juiz, e estou muito feliz com o cargo”. Segundo ele, o trabalho é muito variado e abrange todas as matérias, desde cível à criminal ou à infância e juventude. Como Agudo possui um presídio, Tiago faz a inspeção dele e é o juiz da vara de execuções criminais. Mas o caminho até lá foi árduo: em março de 2009, Tiago realizou a primeira prova objetiva, seguida de fases para testar a escrita, as sentenças e a prova oral. De março a junho de 2010, frequentou um curso de formação de caráter eliminatório. Somente em setembro, foi nomeado juiz. “Em 2007 eu comecei a estudar, em 2008, abandonei meu emprego por isso, e no ano seguinte fui nomeado assessor do MP. Durante todo este tempo eu nunca abri mão do estudo porque eu tinha convicção do que eu queria”, compartilha Tiago.

Tags: ,

Alunas levam realidade brasileira à congresso latinoamericano Postado em 16 de dezembro de 2010, por Luiza Piffero. Seja o primeiro a comentar

Uma dupla de alunas do Pós-Graduação em Direitos da Criança e do Adolescente viajou à Córdoba, na Argentina, com o objetivo de participar do II Congreso Latinoamericano de Niñez, Adolescencia y Familia. Priscilla Bastos e Alexsandra Ribeiro tiraram proveito da intensa programação de debates do evento, concentrada entre os dias 10 e 12 de novembro, e apresentaram o trabalho “Medidas Socioeducativas e Ressocialização”.

“Foi muito bom porque nós fomos as únicas representantes desta área vindas do Brasil e as pessoas queriam entender como é a medida socioeducativa aqui. Enquanto nós temos o Estatuto da Criança e do Adolescente, na Argentina eles têm somente leis”, explica Alexsandra. Ao lado da colega, ela esclareceu como é feito o trabalho de reabilitação do jovem que comete um crime no Brasil, onde o regime é mais brando que na Argentina. “Enquanto estávamos lá, acompanhamos pela televisão um caso em que três menores receberam pena de 15 anos cada um. Aqui, o adolescente fica três anos”, compartilha a aluna que trabalha na FASE há mais de uma década. Para ela, o importante é que a medida socioeducativa faça sentido para o jovem. “Ele precisa usar o momento para refletir sobre os atos cometidos para que então possa voltar para a sociedade, e ele não vai conseguir fazer isso sem uma rede que o acolha formada pela família, a comunidade, a escola”.

A aluna Alexsandra Ribeiro fala sobre medidas socioeducativas no II Congreso Latinoamericano de Niñez, Adolescencia y Familia

As conferências abordaram diversos assuntos relacionados ao direito da criança e o que está sendo feito em outros países hoje com relação a adoção, a evasão escolar, o turismo sexual e o emprego de crianças no tráfico de drogas, por exemplo, que está se intensificando em muitos países. “No Brasil nós temos a justiça restaurativa e nos questionaram muito sobre ela, pois outros países ainda estão engatinhando nesta questão”, esclarece Alexsandra.

Priscilla
A aluna Priscilla Bastos durante apresentação no II Congreso Latinoamericano de Niñez, Adolescencia y Familia

O trabalho das alunas foi orientado pelo professor Jorge Trindade, que é também o vice-presidente da associação responsável pelo congresso. Por sinal, a terceira edição do evento deve acontecer no Brasil. Se você tem interesse no assunto, dê uma olhada no Pós-Graduação em Direitos da Criança e do Adolescente, que tem início em abril de 2011. Alexsandra realizou o curso através do convênio entre FMP e FASE, que o oferece aos funcionários da instituição. “Para mim foi maravilhoso, abriu muitas oportunidades”, conta ela, “também influenciou muito o meu dia a dia porque eu levo conteúdos e livros para os rapazes da minha unidade lerem”, completa.

Tags: ,

Discussões contemporâneas pontuam o vestibular da FMP Postado em 15 de dezembro de 2010, por Luiza Piffero. 1 comentário

A proposta da FMP de formar cidadãos e profissionais éticos para atuarem como agentes de transformação social transparece até mesmo na prova de vestibular. No último sábado, 11 de dezembro, os candidatos ao ingresso na Faculdade de Direito da FMP realizaram uma prova feita para selecionar pessoas bem informadas e com alta capacidade de reflexão e raciocínio lógico.

Ao se observar a prova, chama a atenção a quantidade de textos versando sobre questões polêmicas e atuais como a Lei da Ficha Limpa, o caso da usina de Belo Monte e a eleição de Tiririca. Além de exercitar a interpretação de textos, os candidatos precisaram dissertar sobre “como o seu ato consciente pode mudar o Brasil para melhor?” O tema da redação foi extraído de um texto de Roberto Shinyashiki acerca do desprezo pelas eleições, a importância do voto consciente, e ainda a capacidade da política de contemplar os anseios do eleitorado.

Em cinco horas de prova (das 9h às 14h), os candidatos responderam questões de Língua Portuguesa, Literatura, Conhecimento Gerais (Geografia e História), Língua Estrangeira (Espanhol ou Inglês) e Redação. Os 300 inscritos competiam por 60 vagas para o turno diurno e 60 vagas para o norturno.

Quer dar uma olhada na prova e testar os seus próprios conhecimentos? Clique aqui. O gabarito e demais informações sobre a seleção (inclusive a lista de classificados) você encontra na página do vestibular no Site da FMP.

Tags:

Carteira da OAB, antes do diploma Postado em 10 de dezembro de 2010, por Luiza Piffero. Seja o primeiro a comentar

Quem estuda Direito só precisa se preocupar com a prova da Ordem depois da formatura, correto? Não necessariamente. A aluna Sophia Vial, presença constante aqui no blog por bons motivos, decidiu tirar esse desafio do caminho mais cedo. Nesta semana chegou o resultado positivo, seguido de alguns gritos de felicidade e ligações para espalhar a notícia. “Foi uma sensação muito boa, de alívio, pensando que já nao precisaria mais me preocupar com isso”, desabafa a estudante de 21 anos.

O requisito mínimo para realizar a prova é estar matriculado no nono semestre da faculdade. Se o aluno é aprovado, a carteira fica suspensa até ele se formar. “A vantagem é se liberar de fazer isso no último semestre, quando a preocupação é o TCC”, avalia Sophia, que deve se formar em 20 de agosto. A possibilidade de conseguir emprego também aumenta, reforça ela, que já está trabalhando em um escritório de advocacia.

Para satisfazer a curiosidade de quem ainda não se aventurou a fazer a prova, pedimos para a Sophia nos contar mais sobre a prova e o estudo necessário:

Quando tu realizaste a prova e quanto tempo ela dura?

A primeira fase foi em setembro e o tempo é de 5 horas, a segunda fase foi no dia 14 de novembro com a mesma duração.

Por favor, descreva a prova.

A prova é dividida em duas etapas, a primeira eliminatória é de 100 questões divididas por matéria, sendo que 50 é o número minimo de acertos. Depois, caso a pessoa faça esses 50 acertos será selecionada para segunda fase.
A segunda fase é separada em 5 questões e mais uma peça (na minha prova foi uma apelação). Essa peça vale 5 pontos e as questões valem 1 ponto cada, sendo que a média para passar é 6 pontos.

Tu estudaste bastante ou fizeste a prova sem preocupações?

Para a primeira fase não tive tempo suficiente para estudar todas as matérias, porém para a segunda fase fiz um preparatório no IDC que me ajudou muito.

Tu recomendas que os alunos façam a prova antes de se formar? Por quais motivos?

Acho que sim, todos devem fazer antes. Motivos:
1. Conhecer a prova;
2. caso não passar, ver o que fez de errado;
3. maiores possibilidades no mercado de trabalho;
4. ”ter tudo mais fresquinho na mente”.

Mais alguma dica?

A única coisa que tenho a acrescentar é que quando da escolha da matéria da segunda fase é sempre melhor escolher a área que se gosta e não a trabalhista ou a penal só por ter menos peças.

Tags:

Neste sábado tem vestibular Postado em 8 de dezembro de 2010, por Luiza Piffero. Seja o primeiro a comentar

Em alguns dias a FMP vai abrir as portas para todos aqueles querendo dar os primeiros passos em direção a uma carreira no Direito. Neste sábado, dia 11 de dezembro, das 9h às 14h, a instituição sedia as provas de vestibular. Portanto, se você ainda não se inscreveu ou conhece algum vestibulando desavisado, corra que hoje é o último dia para corrigir esse atraso. O prazo para inscrições via site já acabou, então faça-o na secretaria da FMP.

Se ainda está faltando aquele empurrãozinho para você se decidir, lembre-se que todos os dias a gente esbarra em uma questão jurídica. O Direito faz parte da sua vida. Quer alguns exemplos?

Bolsas

1º lugar: 50% de desconto nas mensalidades do 1º semestre
2º lugar: 40% de desconto nas mensalidades do 1º semestre
3º lugar: 30% de desconto nas mensalidades do 1º semestre

Calendário

Prova: 11/12/2010
Aprovados: 13/12 /2010– a partir das 15h, no site da FMP
Suplentes: 14/12/2010 a partir das 15h no site da FMP

Gabarito

Divulgação dia 11/12/2010 – a partir das 15h, no site da FMP

Clique e conheça o Curso de Direito
Saiba mais sobre carreiras jurídicas
Baixe a Prova e o Gabarito do Vestibular 2010/2
Baixe o Manual do Candidato 2011/1
Ingresso extravestibular

Boa sorte aos vestibulandos!

Tags:

Campanha da FMP leva maior prêmio do mercado publicitário Postado em 7 de dezembro de 2010, por Luiza Piffero. 1 comentário

Há infinitas maneiras de se comunicar com um público. Para tornar a sua Faculdade de Direito conhecida entre os vestibulandos, a FMP escolheu a mais difícil delas: a inédita. No segundo semestre de 2009, a FMP proporcionou aos alunos de colégios da capital a chance de participar de um julgamento no qual o réu era ninguém menos do que Chê Guevara. A vivência no Direito abriu os olhos de muitos alunos. E neste mês a campanha, concebida pela agência de publicidade Duplo M, foi reconhecida com o Ouro na categoria “Ação Multidisciplinar e Integrada” do mais importante prêmio do setor no estado, o Salão da Propaganda da ARP (Associação Riograndense de Propaganda).

clique para ampliar

Material promocional produzido para O Julgamento

Cinco escolas foram abordadas com a proposta do julgamento. Anchieta e La Salle São João tiveram mais inscritos e foram os escolhidos para sediar o evento. Em ambos os colégios, os estudantes se uniram em grupos de promotores, advogados de defesa e júri. Na hora de estudar o caso, receberam todo o apoio da FMP. “Os alunos entenderam a ação não só como uma experiência bacana, mas como uma vivência da futura profissão, quem ainda estava com dúvidas pode decidir se queria Direito”, explica Marcelo Lubisco, o diretor de planejamento da Duplo M.

Num período em que muitos estudantes estão se preocupando com aquela “decoreba” para o vestibular, a FMP trouxe um incentivo à reflexão com o Julgamento. Mostrou, com isso, a cara da instituição, seus valores, a seriedade dos professores, bem como o seu espírito inovador. A supervisora de marketing da FMP, Tanise Linck Haas, chama a atenção para a construção de um relacionamento entre a FMP e seus futuros acadêmicos, que é ampliado ainda mais quando eles entram na faculdade. “Nós conhecemos melhor nossos potenciais alunos e eles tem a oportunidade de vivenciar um pouco o Direito (seja pela simulação de julgamento em si, seja pelo contato com os professores que orientam nas teses de defesa e acusação) e ter mais subsídios para decidir pela área jurídica.”

Veja como foi a experiência do julgamento de Chê Guevara:

Ao final do exercício, Chê Guevara foi absolvido de seus crimes pelos alunos. A ação suscitou tanto engajamento que motivou dois outros julgamentos. No início do ano, mobilizamos dezenas de pessoas para discutir a redução da maioridade penal no primeiro julgamento online do Brasil e, recentemente, pedimos o seu veredito sobre a questão da eutanásia em pacientes terminais.

Tags:

FMP reconhece o melhor do Fórum de Iniciação Científica Postado em 6 de dezembro de 2010, por Luiza Piffero. 2 comentários

Professores da FMP se reunem para premiar os melhores trabalhos do I Fórum de Iniciação Acadêmica da FMP

Professores da FMP se reunem para premiar os melhores trabalhos do I Fórum de Iniciação Acadêmica

Os alunos da FMP não deceptionaram no I Fórum de Iniciação Científica da Faculdade de Direito, na verdade, até superaram as expectativas da organização. A satisfação com a realização do evento era evidente na última quinta-feira, quando professores, alunos e funcionários da FMP se reuniram para reconhecer as melhores apresentações. “Não foi fácil classificar os acadêmicos, houve necessidade de desempate”, afirmou a professora Rita Carnevale, a mestre de cerimônias.

O professor Itiberê ressaltou o sucesso do Fórum, com nada menos do que 16 grupos inscritos, e se mostrou seguro de que o evento será melhor ainda em 2011. A professora Betânia Alfonsin também comemorou: “Eu, como professora de metodologia da pesquisa fiquei satisfeitíssima com a qualidade dos trabalhos, e tive uma felicidade bastante grande de coordenar um trabalho com retorno social”. Ela se refere ao “Desconstituição da esfera pública, abandono e privatização do espaço público em Porto Alegre: tendências hegemônicas e resistências contra-hegemônicas”, que levou o Grande Prêmio e você pode conhecer em detalhes clicando aqui. A aluna Jaqueline Custódio foi a grande premiada da noite, arrebatando o Prêmio Jovem Pesquisador pela apresentação do mesmo trabalho e também o Destaque na categoria Teoria Geral do Direito, ao lado do seu grupo, com o trabalho “Análise Nietzscheana de uma decisão judicial que evoca valores cristãos em um estado laico”.

“Quando tu tens dúvidas se estás fazendo a coisa certa, e tu ganha um prêmio como esse, tu vê que realmente está no caminho”, comentou Jaqueline, que tinha um bouquet de flores na mão. Competindo com grupos, dois alunos venceram os prêmios individualmente. Michael Vince Von Grol foi o Destaque em Direito Penal com “Tutela Penal das Finanças Públicas”. Trata-se da base para a conclusão da sua monografia, segundo Michael. “Fiz uma contribuição para o marco teórico que envolve o princípio da legalidade no âmbito do estado democrático de direito”, explica o aluno.

Raquel Silveira se destacou na categoria Direitos Especiais com “Um método de pesquisa jurisprudencial: decisões judiciais brasileiras sobre transfusão de sangue em pacientes Testemunhas de Jeová”, no qual ela explicou a relevância do assunto e os conflitos relacionados. “É um tema que desperta a curiosidade das pessoas!”, disse Raquel, que ainda estava surpresa com o prêmio. Ela apresentou resultados iniciais do que foi discutido pelo Grupo de Pesquisa em Bioética e Biodireito da FMP. Aliás, fazer parte de um grupo de pesquisa mostrou ser um elemento definidor para se sair bem no fórum. “Faz diferença porque já que tu estás fazendo um trabalho contínuo, com o tempo, o grupo te dá outra visão das coisas”, comentou Matheus Affonso, o apresentador de “Análise Nietzscheana…”.

Resultados Finais

DESTAQUE,  por  áreas  do  conhecimento  jurídico,  conforme  a  classificação  temática  recomendada pela CAPES/CNPq, para o melhor dentre os trabalhos apresentados em cada área:

Direito Público

“Desconstituição da esfera pública, abandono e privatização do espaço público em Porto Alegre: tendências hegemônicas e resistências contra-hegemônicas” – Acadêmicos:  Antônio  Carlos  P.  Azzolin,  Jacqueline  Custódio  (apresentadora), Joana  P.  Garcia  Scorza,  Maria  Juliana  M.  Peres  e  Viviane  Guimarães  de  Oliveira; Profa.  Betânia  de Moraes Alfonsin.

Teoria Geral do Direito

“Análise Nietzscheana de uma decisão judicial que evoca valores cristãos em um estado laico ” -  Acadêmicos: Alexandre  Moraes  da  Silva,  Delma  Thomas  da  Silva,  Diana  Mirapalhete  Grana, Jacqueline  Custódio,  Marcelino  R.  da  Silva  Neto,  Matheus  Dalmas  Affonso  (apresentador),  Paulina  Nólibos,  Priscila Richter Lucas e  Ricardo Baron Polanczyk;  Orientadora: Profa. Ana Carolina da Costa e Fonseca;

Direitos Especiais

“Um método de pesquisa jurisprudencial: decisões judiciais brasileiras sobre transfusão de sangue em pacientes Testemunhas de Jeová” – Acadêmica: Raquel Marramon Silveira; Orientador: Profa. Ana Carolina da Costa e Fonseca;

Direito Penal

“Tutela Penal das Finanças Públicas” – Acadêmico: Michael Vince Von Grol; Orientador: Prof. Bruno Heringer Júnior.

GRANDE PRÊMIO,  para  o  melhor  dentre  todos  os  trabalhos  apresentados: “Desconstituição da esfera pública, abandono e privatização do espaço público em Porto Alegre: tendências hegemônicas e resistências contra-hegemônicas”. Acadêmicos: Antônio  Carlos  P.  Azzolin,  Jacqueline  Custódio  (apresentadora), Joana  P.  Garcia  Scorza,  Maria  Juliana  M.  Peres  e  Viviane  Guimarães  de  Oliveira; Orientadora: Profa.  Betânia  de Moraes Alfonsin.

PRÊMIO JOVEM PESQUISADOR, para o acadêmico com a melhor apresentação oral: Jacqueline Custódio,  pela  apresentação  do  trabalho “Desconstituição da esfera pública, abandono e privatização do espaço público em Porto Alegre: tendências hegemônicas e resistências contra-hegemônicas”.

Trabalho de alunos é selecionado para congresso em Brasília Postado em 2 de dezembro de 2010, por Luiza Piffero. Seja o primeiro a comentar

O nível de qualidade estava tão alto no Fórum de Iniciação Científica que um dos trabalhos foi selecionado pelo VI Congresso Brasileiro de Direito Urbanístico, em Brasília. Entre 7 e 10 de dezembro um grupo de alunos da FMP estará na capital para acompanhar palestras e apresentar “Desconstituição da esfera pública, abandono e privatização do espaço público em Porto Alegre: tendências hegemônicas e resistências contra-hegemônicas”.

Desenvolvido sob a orientação da professora Betânia Alfonsin, o trabalho também foi selecionado para publicação (sendo que outra versão já havia sido impressa no n°5 da Revista da FMP). Os créditos vão para os seguintes alunos-autores: Antônio  Carlos  P.  Azzolin,  Jacqueline  Custódio  (apresentadora), Joana  P.  Garcia  Scorza,  Maria  Juliana  M.  Peres  e  Viviane  Guimarães  de  Oliveira.

A principal responsável por fazer bonito no dia 10, quando o trabalho é exposto, será a apresentadora Jaqueline Custódio, 50 anos. A aluna do sétimo semestre já atuou como médica e fotógrafa. Hoje, está apaixonada pelo Direito Urbanístico. Chamamos ela para nos explicar melhor o trabalho e a grande repercussão que ele teve:

O trabalho e a sua repercussão

“Fizemos uma avaliação da venda de um bem público em termos jurídicos. Isso resultou em um dossiê encaminhado ao Ministério Público em dezembro de 2009. A partir daí a promotora do MP instalou um inquérito civil pra verificar irregularidades. Consideramos encerrada a nossa parte quando entregamos para ela. Mas em maio, surgiu a possibilidade de enviar o trabalho para Coimbra, então montamos um artigo. Em junho, houve audiência pública a respeito do caso. E agora possivelmente vai virar uma ação civil pública.”

Retorno da sociedade

“Foi muito gratificante porque o trabalho transborda do ambiente acadêmico, tem uma utilidade prática. Nós conseguimos que a prefeitura suspendesse a venda de algumas coisas e a sociedade deu um retorno.
Pessoalmente, eu me envolvi mais com isso e me candidatei como delegada da Regional de Planejamento da zona 6, onde se deu o caso.”

O caso

“O bairro Vila Assunção foi concebido com um traçado especial de cidade-jardim, características que tornaram o bairro uma área de interesse cultural. Ele previa quadras muito grandes com passagens de pedestres pra dar mobilidade aos moradores. Como a prefeitura não fez seu trabalho de manutenção, elas ficaram descuidadas. Para resolver o problema a prefeitura vendeu as passagens aos lindeiros, mas vendeu com várias irregularidades. Não houve consulta aos moradores. Então nós apontamos as irregularidades para quem pode defender os moradores: o Ministério Público.

As passagens ficaram perigosas, sujas, mas privar os acessos no bairro não é certo. O que precisa ser feito é o trabalho da prefeitura: a manutenção e, se for o caso, entrar em contato com a comunidade para que ela ajude na manutenção.”

Clique no banner do trabalho para ampliar:

clique para ler

Clique para ampliar

Rita Carnevale recebe prêmio em nome do COMCET Postado em 26 de novembro de 2010, por Luiza Piffero. Seja o primeiro a comentar

Rita Carnevale, Núcleo de Atendimento Psicopedagógico da FMP e Conselheira Presidente do Conselho Municipal de Ciência e Tecnologia

Dentro da FMP, muita gente conhece a Rita Carnevale como integrante do Núcleo de Atendimento Psicopedagógico (NAP). Mas Rita também é Conselheira Presidente do Conselho Municipal de Ciência e Tecnologia (COMCET) que nesta semana foi reconhecida pelo assessoramento prestado a prefeitura de Porto Alegre. O prêmio, concedido pela  Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação – Regional RS (ASSESPRO), foi entregue à Rita em cerimônia na Sociedade Libanesa.

O COMCET é um órgão criado em 1996 para assessorar, acompanhar e fiscalizar as ações do executivo na área de ciência, tecnologia e inovação. Seu objetivo é tornar Porto Alegre um pólo de excelência nessas áreas. “Quanto mais se definir a vocação de Porto Alegre, mais fácil será fazer a diferença e ter acesso a mais recursos e projetos e o prêmio é um agradecimento pela nossa participação na construção dessa história”, comemora a psicopedagoga. Um exemplo da ação da COMCET foi a aprovação de uma lei municipal que reduz encargos fiscais na área de TI garantindo mais competitividade às empresas e fazendo com que o município arrecade o triplo.

Mas o que TI tem a ver com direito? Rita esclarece: “ O direito tem tudo a ver com ciência e tecnologia porque se não tivermos marcos regulatórios legais não conseguiremos fazer com que as empresas de TI tenham competitividade e resolutividade”. O COMCET é um dos representantes da sociedade na comissão interna de avaliação da FMP. Em contrapartida, conta com a ajuda da fundação para estabelecer um marco legal para as empresas de TI.

Tags:

Direito e Filosofia, uma relação de parentesco e amizade Postado em 25 de novembro de 2010, por Luiza Piffero. Seja o primeiro a comentar

Ao falar das duas disciplinas, o Dr. Nelson Boeira descreve direito e filosofia como parentes e amigas. “Existem certas questões que nem mesmo sabemos se são questões de filosofia ou de Direito”, pondera o professor, que atualmente leciona no Departamento de Filosofia da UFRGS. Boeira discutirá a relação entre ambas em “Direito e Filosofia: um diálogo necessário”, na próxima terça-feira, 30/11, às 17h, no auditório da Procuradoria Regional da República.

Na primeira parte de sua apresentação, o especialista irá expor um panorama das relações que a filosofia e o direito mantiveram ao longo dos séculos desde a Grécia Antiga. São muitos pontos de contato e influência mútua: “Os conceitos de contrato e pessoa são ideias que os filósofos encontraram no direito e que passaram a ter um papel central na história da filosofia”, cita Boeira, “as regras da argumentação pública, utilizadas nas controvérias jurídicas, têm sua origem na filosofia grega”, acrescenta. Para Boeira, não há área fundamental do direito que, quando examinada de maneira aprofundada, deixe de revelar reflexões filosóficas.

Todas essas ideias estão na base da Pós-Graduação em Filosofia do Direito que a FMP oferece a partir de 2011/1. Por isso, na segunda parte de sua palestra, o Dr. Nelson Boeira irá falar sobre a proposta do curso, do qual ele além de ser consultor é integrante do corpo docente. “É a primeira vez no Brasil em que se faz um curso com uma formulação tão nítida e precisa nesta orientação. Além de discutir  problemas, serão transmitidos conceitos essenciais da filosofia ao profissional do Direito”, explica ele.

Sugestões de autores para quem deseja colocar a leitura em dia:

Entre os diversos autores que serão examinados durante o curso estão Platão, Aristóteles, Cícero, Tomás de Aquino, Hobbes, Kant, von Jhering, Kelsen, Habermas, Hart, Alexy, Searle, Ralws e Dworkin.

Palestra “Direito e Filosofia: um diálogo necessário”

Data: 30/11/2010

Horário: 17h

Local: Auditório da Procuradoria Regional da República (Sete de setembro, 1133, 18º andar)

Mais sobre o palestrante: Dr. Nelson Boeira é Professor adjunto do Depto de Filosofia da UFRGS, nas áreas de Ética, Filosofia Política e Filosofia do Direito.  Ex-professor dos Deptos de Filosofia, Ciência Política e Sociologia da Unicamp. MA em Sociologia (New School for Social Research, USA), Ph.D em História (Yale University, USA), estágio de pesquisa na Universidade de Paris-Sorbonne, visiting fellow do Departamento de Filosofia da Tufts University, USA.

Clique aqui para se inscrever no evento (válido como Atividade Complementar).

Tags:

Posts anterioresPróximos posts